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7 factos e mitos sobre a incontinência

7 factos e mitos sobre a incontinência

A incontinência urinária é definida pela perda involuntária de urina. Pode afetar mulheres e homens de diferentes idades e ter um impacto significativo na autoestima, na vida social e nas atividades do dia a dia.

Apesar de ser um problema frequente, continua envolvido em desinformação e constrangimento. Muitas pessoas adiam a procura de ajuda por acreditarem que as perdas são normais, inevitáveis com a idade ou impossíveis de tratar.

Conheça sete mitos sobre incontinência urinária e descubra o que a evidência clínica nos diz.

Importante: enurese e incontinência urinária não são exatamente a mesma coisa. A enurese refere-se geralmente à micção involuntária durante o sono, sobretudo em crianças. A incontinência urinária é um termo mais abrangente para qualquer perda involuntária de urina.

7questões analisadas
4mitos esclarecidos
3factos confirmados
01A incontinência urinária afeta mais as mulheres?+
Facto

A incontinência urinária pode afetar qualquer pessoa, mas é mais frequente nas mulheres. Segundo a Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia, afeta cerca de 35% das pessoas com mais de 60 anos e é aproximadamente duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.

A gravidez e o parto vaginal podem enfraquecer ou lesionar os músculos do pavimento pélvico. A menopausa também pode provocar alterações nos tecidos devido à redução dos níveis de estrogénio.

Nos homens, as perdas podem estar associadas a problemas da próstata, doenças neurológicas, determinados medicamentos ou intervenções urológicas. A prevalência varia de acordo com a idade, população e critérios utilizados em cada estudo.

02A incontinência urinária afeta apenas pessoas idosas?+
Mito

O risco aumenta com a idade, mas a incontinência não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Pode surgir durante a gravidez, depois do parto, após uma cirurgia ou em associação com obesidade, diabetes, doenças neurológicas e alterações do pavimento pélvico.

Também pode afetar pessoas jovens fisicamente ativas, especialmente durante exercícios de alto impacto. O tipo de perda e a respetiva causa devem ser avaliados individualmente.

Aceitar os sintomas apenas por causa da idade pode atrasar o diagnóstico de um problema que tem tratamento ou que pode ser significativamente melhorado.

03Perder urina ocasionalmente é normal?+
Mito

Uma perda ocasional pode parecer pouco importante, mas não deve ser automaticamente considerada normal. Tossir, espirrar, rir, levantar pesos ou sentir uma vontade súbita de urinar são situações que podem revelar diferentes tipos de incontinência.

A incontinência de esforço ocorre quando a perda está associada ao aumento da pressão abdominal. A incontinência de urgência surge acompanhada por uma necessidade súbita e difícil de controlar. Algumas pessoas apresentam uma combinação de ambas, designada incontinência mista.

Mesmo pequenas perdas podem afetar a confiança e levar a pessoa a evitar exercício, viagens ou convívio social. Procurar ajuda permite identificar a causa e conhecer as opções disponíveis.

04Uma infeção urinária pode provocar perdas de urina?+
Facto

Uma infeção urinária pode causar urgência, aumento da frequência urinária, ardor e, em algumas pessoas, perdas temporárias de urina.

A inflamação e a irritação da bexiga podem tornar mais difícil controlar a vontade de urinar. Quando os sintomas são provocados pela infeção, tendem a melhorar após o tratamento adequado.

Contudo, perdas persistentes ou infeções recorrentes exigem avaliação médica. Febre, dor nas costas ou na zona lateral, sangue na urina, náuseas ou agravamento súbito dos sintomas justificam aconselhamento clínico rápido.

Os antibióticos não devem ser tomados sem prescrição. É necessário confirmar a presença de infeção e selecionar o tratamento adequado.

05A incontinência urinária não tem tratamento?+
Mito

Existem várias opções de tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente as perdas ou recuperar o controlo urinário.

  • mudanças no estilo de vida;
  • treino da bexiga;
  • reabilitação do pavimento pélvico;
  • medicamentos;
  • tratamento de doenças subjacentes;
  • procedimentos minimamente invasivos;
  • cirurgia em situações selecionadas.

A eficácia varia de acordo com a causa, a gravidade dos sintomas, o estado geral de saúde e a adesão ao plano terapêutico. Os produtos absorventes ajudam a gerir as perdas, mas não tratam a sua origem.

A avaliação por um médico, enfermeiro especializado ou fisioterapeuta do pavimento pélvico permite definir a abordagem mais adequada.

06A idade avançada impede o tratamento?+
Mito

A idade, por si só, não impede o tratamento. Nas pessoas mais velhas, a incontinência pode resultar da combinação de vários fatores, como mobilidade reduzida, alterações cognitivas, obstipação, medicamentos, problemas da próstata ou doenças neurológicas.

O plano deve considerar a autonomia, as restantes condições de saúde, os objetivos da pessoa e o apoio disponível. Pode incluir adaptações no acesso à casa de banho, horários programados, revisão da medicação, fisioterapia e produtos absorventes adequados.

07Café e álcool podem agravar a incontinência?+
Facto

A cafeína pode aumentar a produção de urina e irritar a bexiga em algumas pessoas, intensificando a frequência e a sensação de urgência. O álcool também pode aumentar a produção de urina e interferir com a perceção dos sinais da bexiga.

Café, chá, bebidas energéticas, refrigerantes com cafeína e bebidas alcoólicas podem agravar os sintomas, mas a resposta varia de pessoa para pessoa.

Um diário da bexiga pode ajudar a relacionar o consumo de bebidas com as perdas. Não reduza excessivamente a água: beber poucos líquidos pode causar desidratação, obstipação e urina mais concentrada, que também pode irritar a bexiga.

Informação é o primeiro passo para procurar ajuda

Desmistificar a incontinência urinária ajuda a reduzir a vergonha e incentiva a procura de cuidados adequados. As perdas de urina são comuns, mas não devem ser ignoradas nem aceites como inevitáveis.

Procure um profissional de saúde se os sintomas forem recentes, frequentes, acompanhados por dor ou sangue na urina, ou se estiverem a afetar a sua qualidade de vida.

Enquanto procura a abordagem clínica mais adequada, os produtos absorventes podem proporcionar proteção, conforto e confiança. Explore, no final desta página, a nossa coleção de produtos pensados para apoiar a gestão diária da incontinência.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação ou orientação de um profissional de saúde.

 

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